LAM e LMF sem acordo para viabilizar Moçambola 2019
- Lancemz

- 13 de fev. de 2019
- 2 min de leitura
A Liga Moçambicana de Futebol (LMF) e as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) ainda não chegaram a acordo sobre as modalidades de transporte das 16 equipas que vão participar no Moçambola 2019. O transporte aéreo constitui parte essencial para viabilizar a realização do principal Campeonato Moçambicano de Futebol no actual modelo (todos contra todos e em trinta jornadas) e as duas partes ainda não chegaram a entedimento sobre os valores que deverão ser pagos na presente temporada.
Por Alfonso Filho

Com efeito, os dois parceiros têm vindo a desenvolver negociações para a definição do custo que deverá ser imputado a LMF para garantir a realização da prova. Ao que LanceMZ apurou às LAM exigem a entidade que organiza o Moçambola o pagamento de um valor estimado em 126 milhões de meticais que está muito acima do valor pago na temporada passada.
Este valor seria destinado ao pagamento das cerca de 3800 passagens aéreas que habitualmente são emitidas ao longo das 30 jornadas de duração do Moçambola e segundo a nossa fonte uma boa parte do valor colocado em cima da mesa é consumido pelas taxas aeroportuárias e de segurança.
Os valores colocados em cima mesa estão muito acima dos habituais pagos pela LMF que em anos anteriores deixou pendentes algumas dívidas que minaram o bom relacionamento entre as duas partes.
A título de exemplo, no início do Moçambola 2018 os custos do transporte aéreo estavam avaliados em pouco mais de 80 milhões de meticais.
Recorde-se que em 2018 o Moçambola esteve suspenso por alguns dias, após as LAM terem exigido o pagamento de 33 milhões e meio de meticais, referentes às taxas sobre combustíveis dos aviões da companhia de bandeira nacional. Em 2017 a LMF tinha uma dívida com a LAM que estava situado em 47 milhões de meticais.
Recordar que em 2018 o Campeonato Moçambicano de Futebol só chegou ao fim graças à intervenção do Presidente da República, Filipe Nyusi, que conseguiu encontrar soluções para viabilizar a realização do maior evento desportivo nacional.
Enttetanto, o executivo de Ananias Coana depois de um périplo pela Europa (por Espanha e Portugal) cujos resultados práticos são até aqui desconhecidos, continua a desenvolver esforços para angariar parceiros. É nesta perspectiva que está quinta-feira vai rubricar um acordo com a Associação de Nutrição e Segurança Alimentar (ANSA). (LanceMZ)




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