Decisão do Caso Siaw/Siao será tomada até sexta-feira
- Lancemz

- 29 de jan. de 2019
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A decisão sobre qual dos dois clubes, Associação Desportiva de Macuácuà (ADM) ou Grupo Desportivo Maputo (GDM), irá ascender ao Moçambola 2019 será tomada até a próxima sexta-feira, segundo deu a conhecer António Boene, Presidente do Conselho Jurisdicional da Federação Moçambicana de Futebol que está terça-feira, 29 de Janeiro, efectuou a audição das partes intervenientes.
Por: Alfonso Filho

Após a audição da ADM e do GDM António Boene disse a comunicação social que nas audições realizadas na sede da FMF, o "CJFMF pretendia colher e cruzar informação relativamente aos factos que deveriam ter sido apreciados antes e condicionado depois a tomada de qualquer decisão relativamente quer a denúncia e também ao recurso interpostos por estes dois clubes".
Justificando a realização desta audição, Boene referiu que "era importante ouvir as partes, quer a denunciante quer a recorrente para podermos analisar a informação tida e tomarmos uma decisão relativamente a este processo".
O Presidente do CJFMF disse que o passo que se segue é relativo a análise de toda informação para se tomar a decisão deste caso conhecido também como "Samuel Siaw/Siao Mendes".
Quanto a data do anúncio da decisão final, Boene disse que "esperamos que seja ainda esta semana", acrescentando que "tem que ser o mais rápido possível para que o clube que for naturalmente passar para o Moçambola tenha condições para para se preparar para esse efeito".
Questionado sobre o impacto da ausência do jogador em causa, neste caso o ganês Samuel Siaw, que foi inscrito pela ADM com BI Moçambicano e com o nome de Samuel Siao Mendes, António Boene disse que "relativamente ao recurso é possível tomar uma decisão sem a sua audição", para mais adiante referir que "há aqui aspectos de natureza criminal que é a falsificação de documentos e uso de documento falso, e isso cabe às autoridades de justiça agir".
No que toca a matéria relativa a irregularidade da inscrição do jogador Samuel Siaw/Siao Mendes, o Presidente do CJFMF comentou que "a irregularidade advém do facto de o Bilhete de Indentidade usado em princípio não retratar a verdade dos factos, porque o cidadão é estrangeiro e está comprovado que é efectivamente um cidadão estrangeiro".
Boene disse ainda que "a questão que se pode discutir é se o Macuácuà sabia ou não se aquele cidadão era estrangeiro, acho que esta é a principal questão que vai determinar aquilo que vai ser a decisão do recurso e ainda vamos analisar se sabia ou não, e a informação que nós temos é suficiente para podermos decidir".




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